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Bossa Nova cria fundo de R$ 5 mi para investir em startups de esporte

O fundo de investimentos Bossa Nova está entrando em campo em mais um segmento de investimentos. Com a parceria do ex-nadador e maior campeão pan-americano pelo Brasil Thiago Pereira, a investidora criou um grupo voltado para startups do setor de esporte e bem estar. Ao todo, serão R$ 5 milhões em aporte para até 15 startups da área.

A ideia surgiu da necessidade de criar um segmento dentro da investidora que contemplasse empresas voltadas para o mercado de esportes e bem estar. João Kepler, diretor da Bossa Nova, afirma que quando as startups do setor começaram a procurar a investidora percebeu que era hora de entender um pouco mais sobre o assunto.

João Kepler (esq.), Ítalo Nogueira (centro) e Thiago Pereira (dir.) fazem parte do pool de investimentos criado para apoiar sportstechs brasileiras

“Às vezes chegam na Bossa Nova startups de alguns segmentos que nós não temos experiência. Por isso, a gente começou a criar as verticais de temas, e com esporte não foi diferente. Eu já tinha uma relação com o Thiago Pereira. Ele estava se aproximando da área de startups e a gente entendeu que era o momento para criar um fundo só para isso”, afirmou Kepler em entrevista ao Estadão.

O comitê de investimento é formado por investidores atletas e ex-atletas. Além de Thiago, tem o ex-nadador Joel Jota e o atual atacante do São Paulo, Pablo Felipe. Com a seleção de investidores escalada, Kepler quer garantir experiência no assunto e uma consultoria capaz de enxergar o que pode surgir no mercado de startups esportivas daqui para frente. “A gente viu que algumas das empresas que prestavam serviço nessa área procuravam isso também”, diz o executivo da Bossa Nova. “Então decidimos fazer um fundo disso, também para atender as necessidades dos nossos investidores, que já trabalhavam com a gente”.

Os aportes serão direcionados para até 15 startups tanto do setor de esporte quanto de bem estar, e o total investido será de R$ 5 milhões. O cheque dividido é uma estratégia para aportar principalmente em startups em estágio inicial, com investimentos de R$ 100 mil a R$ 300 mil.

Seleção de peso

Para Thiago Pereira, ex-nadador olímpico e um dos idealizadores do pool de investimentos, o que mais chama atenção no setor é a possibilidade de trazer o esporte e bem estar para outras camadas da sociedade, e tirar o estigma da prática apenas no alto rendimento.

“A gente comentou sobre o pool de investimento em esporte em uma reunião e muita gente teve reação positiva. Hoje eu acredito que a gente tá com um grande problema dentro do esporte no Brasil e eu não falo só de alto rendimento. Eu acredito muito na formação que o esporte proporciona, são valores e formações que você leva do aprendizado com o esporte independente se você pratica em alto rendimento ou não. Faltava a gente olhar um pouco mais pra esse lado”, afirmou.

Os desafios são muitos. Segundo Thiago, entender que a área é ampla e trazer cada vez mais olhares para o mercado novo de sportstech é uma das coisas que precisa ser solucionada. Outro desafio trazido por ele é atrair as empresas certas para o investimento e aproveitar a junção do segmento de bem estar e esporte integrados.

“O esporte vem junto com o bem estar. A gente sabe que hoje muitas pessoas acabam tendo vários tipos de doença por falta de prática esportiva, e isso não é treinar que nem um maluco, mas que faça seu exercício uma hora por dia. Esse é o grande desafio e é bom para as startups terem essa opção uma oportunidade de um novo mercado se abrindo pra eles”.

Pablo Felipe, atual camisa 9 do São Paulo, também foi atraído para o investimento pela ideia de poder explorar o setor por meio de startups. O atacante conta que se tornou investidor no início deste ano e, com o pool, já está de olho em empresas que podem mudar o cenário do esporte no país.

“Uma das coisas que eu falei pro Thiago, e que foi um dos grandes motivos para entrar nesse pool, era querer ajudar crianças a mostrarem o seu talento, não só no futebol, mas em qualquer esporte, com startups que consigam ajudar nesse segmento. Isso é algo novo no Brasil e procuramos startups que não façam mais do mesmo”, afirmou Pablo.

O contato com a investidora foi por meio de uma mensagem direta no Instagram, contou Pablo ao Estadão. O jogador queria apresentar uma startup para Kepler e acabou parte do comitê, que ainda não foi lançado oficialmente ao público.

“Eu não conhecia startups, um amigo me apresentou o conceito e me apresentou o Kepler. Depois, quando ele montou a empresa e eu entrei junto com ele, mandei uma mensagem pro Kepler no Instagram mesmo e ele foi super aberto. Tem que procurar quem são as pessoas que estão dispostas a ajudar e nesse momento somos nós para essa área do esporte”, conta.

O pool de investimentos da Bossa Nova já está selecionando as 15 startups de esporte e bem estar para receber o aporte. Para se inscrever, é necessário acessar o site

Fonte: Estadão

Rapaduratech

Escrito por Rapaduratech