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Como sua startup pode se planejar para atrair investimento?

São várias dúvidas relacionadas, sempre ao redor da mesma questão: a busca por capital externo para acelerar o crescimento do negócio. Não é a toa que programas como o “Shark Tank” fazem grande sucesso. Preparar o pitch, estabelecer o valuation, negociar equity, entender como trabalham os fundos de venture capital.

Quando é o momento certo para minha startup atrair investimento?

Depende muito da startup, do modelo de negócio e do mercado em que ela está. Eu diria que o ideal é não estar “desesperado” para que não vá com muita sede ao pote e acabe aceitando condições injustas.

Também não aconselho a captar muito cedo, porque o valuation será menor e o investidor poderá pegar uma fatia grande do negócio, prejudicando o cap table e consequentemente as rodadas seguintes. Claro que startups com soluções mais complexas, que precisam de muita tecnologia, que incluam hardware ou ainda que atuam em áreas muito regulamentadas — como algumas healthtechs por exemplo —, costumam começar a captação em estágios mais iniciais e assim ganham fôlego para desenvolver mais e melhor suas soluções.

O investimento deve servir para a startup realmente crescer, então o foco, em geral, deve ser o melhor desenvolvimento do produto, marketing e vendas.

A única forma de levantar dinheiro para minha startup é oferecendo uma parte do negócio?

Não. Existem diversos formatos. Obviamente que o melhor dinheiro é aquele que vem do cliente, ou seja, com as vendas. Mas há diversas startups que optam pelo bootstrap (recursos próprios dos fundadores), ou o que chamamos de FFF (friends, family and fools), ou ainda empréstimo, linhas de crédito e financiamento. Editais de governo e outras instituições de pesquisa e desenvolvimento também são boas saídas.

“Investidor anjo” tem esse nome por ser bonzinho?

Definitivamente não. Ele é o “anjo” por ser um dos primeiros a acreditar no negócio, além dos fundadores. Eles costumam aderir nas primeiras rodadas e ganham a partir de sua saída durante os rounds posteriores, nos quais entram os grandes fundos que requerem fatias maiores do negócio e acabam adquirindo a parte dos investidores-anjo.

Fonte: Distrito

Rapaduratech

Escrito por Rapaduratech