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Ele criou fintech de empréstimos que usa inteligência artificial para aprovar o crédito

Diogo Vieira é fundador da Ohne, plataforma de empréstimos online (Foto: Divulgação)

O administrador Diogo Vieira, de 28 anos, se inspirou em uma experiência pessoal para criar sua empresa. Seu amigo, Leandro Antunes, precisava viajar, mas não tinha como pagar as passagens no cartão de crédito – ele não tinha limite suficiente para fazer a compra. “Eu acabei emprestando o meu cartão para ele parcelar a compra. Então, comecei a pensar se essa ideia poderia se transformar em um negócio”, diz o curitibano.

Após uma pesquisa de mercado, Vieira percebeu que não era possível vender crédito de terceiros para clientes. No entanto, ele poderia entrar no mercado de fintechs e oferecer empréstimos para as pessoas físicas. Em 2016, o empreendedor pediu demissão do seu cargo de gerente de vendas e, junto com Antunes, abriu a Ohne. A fintech empresta entre R$ 1 mil e R$ 40 mil para pessoas físicas. A Ohne garante que o dinheiro cai na conta de quem tem o crédito aprovado em até dois dias úteis.

Entender sobre o mercado financeiro foi um dos principais desafios dos empreendedores.

A experiência de Vieira era sobretudo em marketing, enquanto Antunes é engenheiro de formação. Para criar a empresa, eles reuniram um time de profissionais de finanças e também da área de tecnologia. Em 2018, os amigos lançaram a plataforma no mercado.

Como funciona
Para pedir o empréstimo, o cliente faz um cadastro na plataforma e a empresa analisa seus dados, junto com órgãos como o Serasa e o SPC. Para se destacar no mercado, a Ohne  tem ferramentas de inteligência artificial para traçar um perfil do seu público.

Esses robôs podem, por exemplo, acessar informações do e-mail do usuário. Com base no material, a empresa conhece alguns hábitos de compra da pessoa, o que facilita a análise do crédito. “Se o usuário comprou uma passagem aérea, por exemplo, isso significa que ele não cometeu fraudes”, diz Vieira. A Ohne afirma que nenhum humano tem acesso a esses dados e que essa análise não é obrigatória.

Geralmente, o público procura a empresa para quitar dívidas com grandes bancos, segundo Vieira. Desde sua fundação, a Ohne já emprestou R$ 500 mil. A startup tem um faturamento médio anual de R$ 200 mil.

Cenário
Para o empreendedor, o mercado de fintechs é promissor, no entanto é importante que as empresas se especializem em um serviço, já que há uma grande concorrência. “Nossa especialidade é oferecer crédito para pessoas físicas, que não estão negativadas, mas é possível que outras empresas possam investir em pessoas jurídicas ou em pessoas físicas que precisam de crédito, porém estão com o nome sujo”, diz.

Segundo ele, os bancos também precisam se reinventar para se manter no mercado. “Essas instituições precisam ser mais atraentes, nem que para isso seja necessário abrir mão de parte dos lucros. É importante que eles tragam mais vantagens para os clientes”, diz.

Fonte:  PEGN

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