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Governo da Bahia lança aplicativo de licitações com tecnologia blockchain

O Governo da Bahia lançou nesta terça-feira, 09 de julho, um aplicativo de licitações que utiliza a tecnologia Blockchain, como foi informado no site da Secretaria de Comunicação Social do Estado da Bahia (Secom).

O aplicativo, intitulado como SOL (Soluções Online de Licitação), foi lançado por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e será utilizado por mais de mil associações e cooperativas de agricultura dos Estados da Bahia e Rio Grande do Norte.

No comunicado, a Secom afirma que o aplicativo tem como objetivo facilitar e agilizar o acesso das associações e cooperativas de agricultura familiar da Bahia a fornecedores de bens, serviços e obras, além de possibilitar a transparência em suas aquisições.

“Todas as informações sobre as licitações ficam disponíveis e armazenadas em um ambiente digital, tornando o processo seguro e transparente.”

O SOL contará com a tecnologia blockchain para guardar informações sobre compras, além de editais, atas e contratos, e o sistema foi desenvolvido pela empresa Caiena Tecnologia e Design. O CriptoFácil falou com a Caiena para obter mais informações sobre essa parceria entre os governos do nordeste brasileiro e a empresa. Eduardo Assis, sócio-diretor da empresa, explicou sobre como surgiu a relação:

“A Bahia, o Rio Grande do Norte e o Banco Mundial criaram um projeto em conjunto para a elaboração de um aplicativo de compras em rede. Desde o início, ficamos entusiasmados com a abertura dessa licitação, pois uma das definições é que o aplicativo deveria ter a tecnologia blockchain e que seu código fosse aberto para que outros Estados, países e instituições pudessem utilizá-lo após o lançamento. Nós vencemos a licitação para poder fazer o desenvolvimento do aplicativo e estamos muito realizados por poder entregar o primeiro aplicativo de licitações públicas do Brasil a utilizar a tecnologia blockchain.”

David Pedoneze, cientista da computação da companhia, explicou que a blockchain utilizada para lastrear o aplicativo foi a Hyperledger, “por possuir um conjunto de soluções voltadas para a construção de redes permissionadas. Além disso, possui recursos que facilitam a inclusão de novas funcionalidades à rede, assim como a sua ampliação”.