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Inovação x Cultura Organizacional: sua empresa está preparada para inovar?

* Por Kaique Mancoso

Inovar não se trata mais de uma novidade ou tendência. Essa prática já deveria fazer parte da grande maioria das empresas. Muitos negócios se dizem inovadores, ao implantarem projetos de Business Intelligence, Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Automatização de Processos, etc. Entretanto, tais projetos enfrentam, muitas vezes, um adversário (que deveria ser um aliado): a Cultura Organizacional.

Querer inovar é fácil. Difícil mesmo tem sido concluir a implantação de inovações. Infelizmente, a Cultura Organizacional têm sido uma das principais barreiras no sucesso destas inovações. Por que será? Simples, inovar significa transformar – e nem todas as empresas estão preparadas para mudanças.

Nossa mente está condicionada a se apegar àquilo que é mais cômodo e usual. Este comportamento pode refletir, no trabalho, através de atitudes de resistência e incompreensão às mudanças. Mas o problema não está apenas nas pessoas em si: a maior responsabilidade é da empresa, que se não tiver inovação e evolução em sua essência, não conseguirá fazer com que todas as pessoas entrem em sintonia. É função da Cultura Organizacional criar essa sintonia.

Existem inúmeros acontecimentos que mostram a possível ausência de espírito inovador e, normalmente, eles se tornam mais visíveis quando um projeto de implantação se inicia. Podemos citar, por exemplo, projetos de Business Intelligence (BI), que tem como objetivo proporcionar inteligência às tomadas de decisões, através de integração de dados e análises dessas informações. Um levantamento Vanson Bourne (2018), indica que investimentos em Business Intelligence e Business Analytics (BA), renderão competitividade às companhias, pois permitem gerenciar estratégias capazes de reduzir custos em até 62% e aumentar a produtividade em cerca de 85%. Entenda por que aspectos da Cultura Organizacional pode dificultar a implantação de projetos como esses:

  • “Resultados escancarados”: com o BI, números e indicadores de gestão ficam visíveis em tempo real. Mas será que todos da equipe estão prontos para reconhecer os gargalos das suas responsabilidades? Muitos dizem que sim, mas na “hora do vamos ver” o diálogo pode mudar. Com erros, resultados abaixo do esperado e problemas cada vez mais notáveis, muitos desconfiarão da credibilidade da tecnologia. Afinal, poucos gostam de assumir que não estão performando conforme o desejado.
  • Perder o emprego: projetos de BI, normalmente, automatizam muitas demandas que, até então, eram feitas de forma manuais. O que levaria horas ou dias, passa a ser feito em segundos ou minutos. Dessa forma, colaboradores que eram responsáveis por estas atividades manuais, como fazer um relatório de vendas, por exemplo, deixam de executar essas funções. Consequentemente, o medo de perder seus postos de trabalho se prevalece. Porém, poucos percebem que, ao deixarem de executar tarefas manuais, abre-se espaço para novas atividades, como, por exemplo, as de teor analítico, que por envolverem inteligência geralmente são mais valorizadas pelo ambiente de trabalho.
  • “Sempre foi assim e deu certo”: essa é uma das principais. O fato de ter, historicamente, um jeitinho de gerir a performance e que, até momento, parece estar tudo bem, impede o avanço para mudanças. Como o BI proporciona métodos diferentes do que são executados eventualmente na gestão de indicadores, através de plataformas robustas e análises que cruzam dados, muitas pessoas podem comparar os diferentes caminhos, mas sempre penderão para o lado em que se deve continuar do jeito que está. Nem todos visualizam que o caminho mais rápido, preciso e inteligente de gerir operações, é sinônimo de inovação. Muitas vezes, este caminho é taxado como mais complexo e confuso, simplesmente por não querer mudar a rotina.

    Estes são alguns exemplos que indicam características que evidenciam a falta de maturidade de uma equipe, frente a um projeto tecnológico de inovação. Na maioria, esses projetos possuem um pai ou uma mãe que os defendem e estão dispostos a ajudar os demais a fazer dar certo. Mas mais do que isso, é necessário que todos sejam pais e mães, que compreendam juntos as melhorias que isso pode trazer e estejam dispostos a passar por todas as barreiras que surgirem para fazer a implantação com sucesso. Por isso, criar subsídios para uma Cultura Organizacional que respira inovação, é fundamental.

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* Kaique Mancoso é Gestor de Marketing e Desenvolv. de Novos Negócios na Wiser Tecnologia

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