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Inspirado pelo filho, empreendedor cria aplicativo de mesada digital para crianças

Pagar pelos seus próprios brinquedos faz parte da rotina de Rafael, filho do cientista da computação Eduardo Schroeder, desde os três anos de idade. Uma das primeiras compras que eles fez foi um boneco do Woody, do filme Toy Story. O brinquedo foi adquirido com as moedas que ele recebia semanalmente do pai.

Um dia, o menino quis comprar um jogo online – mas faltava um item essencial.

“Ele me perguntou se poderia comprar o meu cartão de crédito. Foi aí que eu percebi que essa necessidade poderia virar um modelo de negócio.”, diz Eduardo Schroeder. O empreendedor, junto com Fábio Rogério, fundou a Tindin, uma startup de educação financeira infantil.

A empresa criou um aplicativo em que os pais podem transferir, por meio do cartão de crédito, uma quantia em dinheiro para a carteira digital dos filhos. Criado em 2018, o app conta com quase dois mil usuários e 2,5 mil downloads. O público-alvo são crianças e adolescentes de cinco a 14 anos.

Economia na palma da mão

Para usar a plataforma, os responsáveis precisam cadastrar as crianças e definir o valor da mesada.

No início, o sistema só tinha a funcionalidade de remunerá-las por atividades realizadas – isto é, se os filhos arrumavam a cama, guardavam os brinquedos ou lavavam a louça. Cada ação tinha uma recompensa diferente e as próprias crianças marcavam se concluíram as atividades.

Com o tempo, o empreendedor percebeu que poderia investir em novos serviços. O app passou então a permitir a transferência de mesadas fixas, que a criança recebe independentemente de executar ou não uma tarefa.

Para conquistar o público mirim, a plataforma aposta no lúdico e na gamificação. Se a criança quer juntar dinheiro para comprar um brinquedo, por exemplo, precisa alcançar determinados pontos. No app, uma barrinha mostra o progresso até atingir o objetivo. “Tudo que envolve pontuação, podemos considerar um processo de gamificação”, afirma o empreendedor.

Após economizar sua mesada, a criança pode ir às compras. Hoje, a loja do app funciona no formato de marketplace, no qual os usuários mirins escolhem seu produto e pagam diretamente pela plataforma.

Futuramente, a ideia é expandir. Segundo Schroeder, a empresa está negociando parcerias com alguns estabelecimentos. O intuito é possibilitar a compra por meio de um QR Code. Além disso, já está nos planos da startup ter um cartão pré-pago.

Outra inovação do negócio é a opção de criar uma poupança. “A proposta é usar um fundo de investimento, permitindo que o responsável subsidie uma parte do valor para que a criança perceba a rentabilidade mais rápido. É uma maneira de estimulá-las a ter o hábito de investir”, diz o empresário.

Para monetizar o negócio, a startup cobra uma taxa pela transferência da mesada e outra a cada compra realizada dentro da sua plataforma. Há também um plano premium de R$ 7,90. Nela os reponsáveis podem acessar mais funções, como a de adicionar mais crianças à sua conta.

Fonte:  PEGN

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