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Investimento em startups no Brasil cai 50% no primeiro semestre, atingindo US$ 670 milhões

O volume de aportes dos fundos de venture capital em startups no Brasil caiu 50% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado.

Levantamento da Distrito mostra que os fundos desembolsaram no primeiro semestre, num total de 167 transações. A continuar nessa velocidade, o ano deve encerrar com recorde em número de transações, mas com metade dos US$ 3 bilhões de investimentos do ano passado (quando foram feitas 310 rodadas).

Dos 167 negócios fechados neste ano, 80% é investimento anjo ou semente. Mas esses deals representam só 9,5% do total investido no ano em dólar.

Gustavo Gierun, co-fundador da Distrito, lembra que os fundos entraram na crise com bastante dinheiro em caixa, após uma série de captações no final do ano, mas estão mais criteriosos e restritivos desde o início da crise.

Dada as atuais circunstâncias e as incertezas, o resultado foi bom. Os investimentos em estágio inicial, na faixa de US$ 2 milhões a US$ 20 milhões, até a série B, estão indo bem –, diz ele.

Ano passado foi fora da curva. O mercado dobrou em relação a 2018, turbinado com alguns giga rounds no primeiro semestre: Gympass, Loggi e Creditas captaram juntas US$ 681 milhões.

O maior cheque no pós-Covid foi o da CargoX, que levantou US$ 80 milhões em abril – e depois mais US$ 2,8 milhões em junho. A maior transação do ano até o momento foi Loft, de US$ 175 milhões, em janeiro.

A startup de bicicletas compartilhadas Tembici recebeu o maior aporte no mês de junho: US$ 47 milhões. Foram 33 aportes em junho, totalizando US$ 156 milhões.

Os setores que mais atraíram a atenção do fundos de venture capital, em número de transações, foram Fintech (23 deals), Saúde (21), Comunicação e marketing (20) e mercado imobiliário (13). Este último liderou em volume de aporte: US$ 181,3 milhões, puxado pela Loft.

Fonte: O Globo

Rapaduratech

Escrito por Rapaduratech