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Investimentos em startups seguem aquecidos, mesmo na pandemia

Foto: Nattanan Kanchanaprat / Pixabay

O cenário atual e a inevitável crise decorrente afeta todos os setores da sociedade, inclusive investimentos em startups. Na China, onde a epidemia começou, a queda de investimentos em capital de risco ultrapassou 50% nos primeiros 2 meses do ano, segundo a Startup Genome, mas já ensaia um rápido retorno, com crescimento reportado em aportes no mês de março, impulsionado pela queda nos valuations das empresas.

Por aqui, observou-se um movimento parecido. Uma pesquisa divulgada pela Anjos do Brasil em março mostrou que 64% pretendiam diminuir as atividades em startups. Por outro lado, dados da Distrito Data Miner mostram um aumento no volume geral de investimentos no primeiro semestre de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado, apesar de um pequena queda de pouca mais de 1% no número de empresas investidas. Outro dado interessante é que o aumento de investimentos se deu especialmente em startups nas fases iniciais, de pré-seed e seed, enquanto houve uma desaceleração nos aportes em empresas maiores.

Após o baque inicial, percebe-se que o mercado volta a se aquecer, com diversas operações sendo anunciadas recentemente. O momento de reorganização e adaptações pós-pandemia favorece a inovação e joga para baixo os preços das empresas, criando oportunidades para novos investimentos,  fusões e aquisições. Além disso, o cenário de baixa nas taxas de juros e a aceleração dos processos de transformação digital impulsiona novos investimentos em startups. Outro motivo para otimismo é que os fundos nacionais estão bem capitalizados, com mais de U$ 1,5 bilhão em caixa para aproveitar as melhores oportunidades da crise, segundo relatório da Astella Investimentos. Vale lembrar que, como destaca esse relatório,  o investimento em venture capital é “anti-cícliclo”, já que busca rentabilidade no longo prazo. Assim, investidores que aportam capital em startups agora poderão se aproveitar positivamente do movimento de retomada pós-pandemia, com uma potencial multiplicação mais rápida dos retornos esperados.

Fonte: Estadão