De um gole só: A história da Ambev e a criação da maior cervejaria do mundo

A biografia completa da Ambev, a cervejaria brasileira que se tornou a maior do mundo.

Esta é uma história improvável. Sobre como uma empresa familiar obsoleta, ineficiente, nascida em um país de economia emergente, se tornou a maior do planeta em seu setor. Em De um gole só, a jornalista Ariane Abdallah reconstitui a biografia da AB Inbev ― desde a compra da Brahma, em 1989, pelos sócios do banco Garantia Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, passando pela formação da Ambev, em 2000, até se transformar na cervejaria número 1 do mundo. O livro narra como os brasileiros atraíram os líderes do setor mundial a se unirem a eles ― ou a venderem seus negócios. Os choques de cultura a cada nova fusão ou aquisição. O peso de se tornar uma referência em gestão. As vitórias, os aprendizados e as crises. Os desafios na tentativa de reverter a imagem polêmica que se criou entre os consumidores brasileiros. Os dilemas de ter se tornado uma gigante em um setor em transformação, sem que haja agora um caminho claro para continuar crescendo. E a crise atual, que coloca em xeque o modelo de gestão que a trouxe até aqui. Ao longo de três anos, a autora fez aproximadamente 170 entrevistas e conquistou um acesso inédito aos principais executivos da companhia e pessoas próximas a ela. O resultado é um livro completo e independente sobre a empresa brasileira que virou referência mundial em gestão e em formação de pessoas.


Da editora

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Uma história improvável de como uma empresa familiar obsoleta, ineficiente, nascida em um país de economia emergente, se tornou a maior do planeta em seu setor.

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Sobre a autora

Ariane Abdallah nasceu em São Paulo e é formada em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Entre 2004 e 2015, trabalhou como repórter nas editoras Trip e Globo, escrevendo reportagens sobre comportamento, negócios e economia. Em 2016, deixou a redação para fundar o Atelier de Conteúdo, empresa de comunicação que atende clientes como LinkedIn, Spoleto e SOAP Apresentações.

A primeira biografia completa e independente da Anheuser-Busch InBev.

De um gole só é dividido em três partes: o Brasil, o mundo e o futuro. Além de abordar as diferentes etapas de expansão e desafios da companhia, essa divisão reflete os estágios do crescimento do livro. À medida que a autora conquistava acesso a fontes mais relevantes e inicialmente fechadas a entrevistas, mais robusta se tornava a apuração, mais fatos inéditos eram revelados, mais lugares precisavam ser visitados e mais tempo o trabalho levaria para ser concluído.

Inclui depoimentos de:

Carlos Brito, CEO global da AB InBev

João Castro Neves, ex-CEO da AB InBev para Zona América do Norte

Ricardo Tadeu, diretor global de vendas

Magim Rodriguez, ex-presidente da Brahma

Milton Seligman, conselheiro da AmBev

Adolphus Busch IV, ex-acionista da Anheuser-Busch

Dave Peacock, vice-presidente da Ansheuser-Busch na época da aquisição pela InBev

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1. O Brasil

O plano inicial era contar a história da AmBev, criada 11 anos após a compra da Brahma pelos banqueiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. Narrar a construção da maior cervejaria do Brasil, da criação de um sistema de gestão que se tornaria referência nacional, com todos os percalços do caminho e as dificuldades de reputação enfrentadas pela empresa até hoje. Como a empresa tradicionalmente tinha uma atitude reservada diante de jornalistas, a expectativa da autora conseguir informações e depoimentos oficiais era moderada. Durante um ano, Ariane leu tudo o que encontrou sobre o tema em outros livros e reportagens publicadas na imprensa, e colheu aproximadamente 50 entrevistas de fontes relevantes, suficientes para escrever um relato consistente sobre a empresa. Então, chegara a hora de bater à porta da AmBev.

Na foto, Marcel Telles e Victorio de Marchi, depois da fusão entre Brahma e Antarctica. Eles passariam a ser copresidentes do conselho da AmBev.

2. O mundo

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Marcel Telles na Exame de julho de 1999. A reportagem abordou a criação da AmBev e as perspectivas do Brasil no contexto da globalização.

Quatro pessoas ligadas à empresa — Milton Seligman, Pedro Mariani, Sandro Bassili e Marianne Amssoms — “entrevistaram” a autora do livro antes de decidirem endossar um acesso inédito aos executivos e às operações. Queriam saber por que o livro. Por que agora. Qual o alcance do projeto. Ao final de alguns meses, a companhia aceitou o risco da exposição.

A equipe da SAB (de colete, Ricardo Tadeu, então presidente da empresa para Zona África) em visita a uma township na África do Sul.

Nesta nova etapa do livro, o projeto foi de local a global. Ao longo de dois anos, a autora viajou três vezes para Nova York e Saint Louis, e uma vez para a Flórida, nos Estados Unidos. Visitou Leuven, na Bélgica, Londres, na Inglaterra, e Johannesburgo e Durban, na África do Sul. Foram mais de 170 entrevistados, de dentro e de fora da companhia, no Brasil e no exterior.

Ariane Abdallah entrevista Carlos Brito na sede da cervejaria em Nova York. Brito ingressou na empresa junto com os novos donos da Brahma, em 1989, e desde 2005 é CEO global da AB InBev.

O maior acesso a fontes enriqueceu a narrativa com detalhes inéditos, como os obstáculos que quase inviabilizaram a compra da Anheuser-Busch no meio da maior crise econômica do mundo e os fatos que levaram a liderança da AB InBev a questionar sua estratégia global.

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3. O futuro

A última parte deste livro destrincha as perguntas e tendências que desafiam a AB InBev neste momento crucial e decisivo de sua história.

Ao longo dos três anos de pesquisa para este livro, o modelo que consagrou a trajetória da AB InBev foi posto em xeque. Derrapadas na gestão de outro negócio comandado pela 3G Capital (de Lemann, Telles e Sicupira) respingaram na cervejaria, lançando dúvidas sobre o mundialmente copiado sistema de “orçamento base zero”, que busca ganho de eficiência constante ancorado em análise e corte de custos. As ações da companhia negociadas em bolsas de valores chegaram a cair pela metade. Os questionamentos se somaram a mudanças drásticas no comportamento do consumidor de bens de consumo em geral.

Na imagem, a entrada do escritório da SABMiller depois da compra pela AB InBev.

Quais as perspectivas para a cervejaria daqui para frente?

Como crescer em um mercado do qual já detém 30% de participação?

É possível inovar a ponto de reconquistar consumidores e entrar em novos mercados no ritmo de hoje?

Toda a fortaleza e o esforço da AB InBev serão suficientes para manter sua relevância no futuro?

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Robert E. Siegel, professor da Stanford Graduate School of Business

Adolphus Busch IV, ex-acionista da Anheuser-Busch

Geraldo Samor, jornalista e fundador do Brazil Journal

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