A Meta disponibilizou nesta terça-feira (7) o Muse Image, primeiro gerador de imagens por inteligência artificial produzido pela Meta Superintelligence Labs (MSL), divisão de IA da companhia chefiada por Alexandr Wang. O recurso começa a ser distribuído gratuitamente no app e no site Meta AI, em mensagens diretas do WhatsApp e nos Stories do Instagram; usuários que ultrapassarem o limite de uso cotidiano precisam aderir a um dos planos de assinatura da marca Meta One lançados em maio, com o plano mais barato a partir de US$ 7,99 por mês.
O modelo foi desenvolvido internamente sob o codinome Mango e marca o segundo lançamento público da MSL, depois do LLM Muse Spark, apresentado em abril. A Meta vinha usando modelos de terceiros, como Midjourney e Black Forest Labs, para alimentar funções de geração de imagem e vídeo dentro do app e do site Meta AI; o plano agora é reduzir essa dependência com tecnologia própria, segundo a CNBC.
O que o Muse Image já faz
A Meta descreve o produto como um gerador com modelos prontos de prompt para auxiliar usuários sem ideia inicial e com recursos de edição por comando de texto. Em comunicado oficial, a empresa lista como exemplos a possibilidade de montar o usuário em um ponto turístico, apagar intrusos do fundo de uma foto e gerar QR codes funcionais a partir de prompt.
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Outra frente anunciada é a integração com o Facebook Marketplace, em fase inicial restrita aos Estados Unidos, que permite fotografar um cômodo e pedir sugestões de decoração com itens reais disponíveis na web ou no próprio Marketplace.
Plano gratuito, assinaturas e chegada ao Brasil
A Meta informa que o uso cotidiano do Muse Image é gratuito. Quando o usuário atinge o limite, pode assinar um plano Meta One ou aguardar a renovação automática do teto gratuito, segundo a CNBC. Usuários avançados e criadores que precisam de uso intenso são direcionados aos planos mensais lançados em maio, cujo preço de entrada é de US$ 7,99.
No blog oficial em português do Brasil, a Meta informa que o chat com a Meta AI no WhatsApp com geração de imagens começa “apenas em países selecionados” e será expandido futuramente, sem confirmação explícita de que o Brasil esteja na primeira onda. Facebook, Messenger e áreas adicionais de Instagram e WhatsApp devem receber o Muse Image ao longo de 2026. A funcionalidade de decoração com Facebook Marketplace também está limitada aos EUA nesta fase.
O caminho até a publicidade
A Meta também confirmou que o Muse Image será usado nas próximas semanas para gerar variantes de criativos dentro do Advantage+ creative, ferramenta de criação de anúncios com IA usada por marcas e agências para automatizar peças de campanhas no Facebook e no Instagram. Em blog voltado a empresas, a companhia descreve o modelo como capaz de “ajustar elementos, trocar estilos e criar variações a partir do criativo do anunciante, com menos iterações”.
A integração ocorre em meio a uma cobrança de investidores por retorno mais claro sobre o gasto bilionário da Meta em infraestrutura de IA. Em abril, a CNBC noticiou que o lançamento do Muse Spark havia mostrado “promessa” sem resolver a questão da monetização. O Muse Image vincula o motor de geração a duas frentes de receita, com variantes de criativo para anúncios dentro do Advantage+ creative e com as assinaturas pagas para usuários avançados lançadas em maio.
Benchmarks internos e comparação com concorrentes
A Meta também divulgou benchmarks internos que colocam o Muse Image abaixo do GPT Image 2, modelo mais recente da OpenAI para geração e edição de imagens, mas acima do Nano Banana 2, do Google, em tarefas de edição de uma e várias imagens. Os números foram apresentados pela própria empresa à imprensa; a CNBC é explícita ao atribuir os resultados à divulgação da Meta, e não a testes independentes.
A Meta entra na corrida por modelos próprios de imagem quase um ano depois de OpenAI e Google terem consolidado ofertas no mercado. O Google ganhou tração nos Estados Unidos com o Nano Banana, lançado no fim de 2025, e a OpenAI segue como referência com o GPT Image 2.
Próximos passos da família Muse
A companhia confirmou que o Muse Video, gerador de vídeos por IA, está “em desenvolvimento”. Em blog técnico, a Meta afirma que o modelo de vídeo “oferece desempenho competitivo em aderência ao prompt, fidelidade visual e consistência temporal”, sem detalhar data de lançamento nem disponibilidade por plataforma.
A MSL foi estruturada a partir de um pacote bilionário oferecido a Alexandr Wang no meio de 2025, segundo a CNBC. A família Muse reúne hoje três pilares anunciados: o LLM Muse Spark, de abril, o Muse Image, de julho, e o Muse Video, ainda em construção.






































