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O que 2020 nos ensina sobre o futuro

Este 2020 tem sido o ano da ambiguidade, da incerteza e, pelos dois motivos, o ano da ansiedade. Por conta disso, os investidores estão muito cautelosos, já que ninguém sabe ao certo para onde o mundo está indo. Mas não dá para ficar parado, já que a principal tarefa de quem investe em capital de risco é descobrir como será este futuro. Uma das maneiras de tentar entender o funcionamento dos mercados é analisar o chamado track record, o histórico das transações realizadas.

Em artigo para a The Startup, maior publicação do Medium, o investidor Fan Wen fez uma lista dos acordos fechados neste ano pelos principais investidores de risco com startups em estágio inicial. A pesquisa de Wen abrange 212 negócios diferentes. Analisando o material, cheguei a quatro tendências que podem nos ajudar a ver o futuro. Vamos lá:

1) Fintechs: entre os 212 negócios, 36 foram no setor. Muitas ainda trabalham com modelos tradicionais, como soluções de pagamento ou serviços digitalizados, como cartões e contas digitais. Não é algo trivial, porém: elas apostam em mercados emergentes e em grupos tradicionalmente mal atendidos, como adolescentes ou pequenas e médias empresas. Nesses novos mercados, as fintechs disputam espaço com negócios tradicionais, trazendo valor direto e imediato.

A principal tarefa de quem investe em capital de risco é descobrir como será este futuro

 

2) Produtividade: este não é um tópico novo no mundo das startups – e a lista traz 38 empresas que atuam no setor, com alguns fatores explicando o frenesi em torno das tecnologias. A alta demanda das companhias por ferramentas e plataformas, é um ponto importante. Além disso, some-se também o desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial, o que torna as startups aptas a construírem ferramentas mais complexas e automatizadas, reduzindo trabalhos mecânicos e deixando os funcionários com funções mais estratégicas. Para terminar, as ferramentas de produtividade, muitas vezes com risco baixo de investimento, podem ajudar a dinamizar as empresas mesmo em cenários de crise e incerteza.

3) Digitalização: é um fenômeno não apenas restrito a grandes empresas, mas também a pequenos negócios – ao todo, 33 aportes apareceram na lista de Wen. Oito delas estão direcionadas para mercados emergentes, o que é algo a se pensar.

4) Trabalho remoto: muitas novas empresas estão de olho em produtos que permitem o trabalho remoto e virtual, com videoconferências e colaboração. Como a forma de trabalhar deve ser modificada permanentemente, as empresas precisarão de outras ferramentas para acomodar essa mudança em várias áreas – de recrutamento e seleção, até integração de sistemas, folha de pagamento, benefícios, formação de equipe, treinamento, avaliação de desempenho, relatório diário, controle de acesso remoto e saída. São muitas as oportunidades.

Fonte: Estadão

Rapaduratech

Escrito por Rapaduratech