IA nas empresas: como escalar a inovação sem se expor a riscos

À medida que a inteligência artificial passa a integrar processos e decisões corporativas, empresas precisam definir responsáveis, limites e indicadores para acompanhar riscos e resultados.

Resumo
  • A IA entrou nas empresas sem pedir licença e bem mais rápido do que as regras para orientar seu uso.
  • A governança não deve ser entendida como um mecanismo para frear a inovação, mas sim como um meio de permitir que as empresas avancem com mais clareza, segurança e capacidade de gerar valor.
  • A governança não é apenas controlar riscos, mas criar as condições para inovar, escalar e transformar tecnologia em valor, sem renunciar à responsabilidade e da transparência.

É um fato incontestável: a IA entrou nas empresas sem pedir licença e bem mais rápido do que as regras para orientar seu uso.

Ferramentas são adotadas, decisões passam a contar com recomendações geradas por IA e novos processos são criados, mas até onde a inteligência artificial pode ir dentro de uma empresa?

A medida em que a tecnologia começa a participar cada vez mais das decisões, quem define os limites e quem responde por elas? Será que as empresas sabem responder a essa pergunta? O desafio da atualidade é entender como usá-la com inteligência, responsabilidade e um norte claro.

É a partir desse ponto que precisamos falar sobre governança.

Até pouco tempo, governança nas empresas era vista como controle, processos, compliance, prestação de contas e gestão de riscos, mas com o avanço da inteligência artificial o escopo das atribuições da governança ampliou e o papel está cada vez mais relevante.

Implementar IA sem governança representa um risco significativo para as empresas. Sem mapear, controlar e acompanhar as tecnologias utilizadas, torna-se difícil definir quem responde pelas decisões e como garantir que a inovação avance de forma segura, inteligente e responsável.

A Forbes Research 2026 CxO Growth Survey, que ouviu 1.150 executivos de empresas de grande porte, mostra que tecnologia, estratégia de IA, velocidade de inovação e apetite ao risco estão entre os temas que mais geram discussões nas salas de decisão. Ao mesmo tempo, 95% das organizações pesquisadas planejam aumentar investimentos em IA e cibersegurança no próximo ano.

A mudança importante destacada é que as empresas estão cientes que precisam investir em tecnologia, mas agora elas querem estabelecer como investir, quais limites definir e como transformar esses investimentos em valor sustentável.

“A governança não deve ser entendida como um mecanismo para frear a inovação. Em um ambiente de transformação acelerada, ela é justamente o que permite que as empresas avancem com mais clareza, segurança e capacidade de gerar valor. Quanto mais tecnologia incorporamos ao negócio, mais importante se torna definir responsabilidades, critérios e indicadores para transformar inovação em resultado sustentável”, destaca Cassio Germano, CEO do Grupo Portfolio.

Em pesquisa global da PwC realizada com mais de 3.800 executivos em 72 países, quase 70% dos líderes de negócios e tecnologia brasileiros classificaram os investimentos para proteção contra riscos cibernéticos entre suas três principais prioridades estratégicas. A pesquisa também mostra que a inteligência artificial está sendo considerada uma ferramenta importante para fortalecer a segurança e lidar com a escassez de competências especializadas.

Na era da inteligência artificial a governança não é apenas controlar riscos. É criar as condições para inovar, escalar e transformar tecnologia em valor, sem renunciar à responsabilidade e da transparência. A sua organização está preparada para isso?

Grupo Portfolio

Grupo Portfolio

O Grupo Portfolio impulsiona a evolução de empresas por meio de consultoria em gestão, tecnologia, engenharia e desenvolvimento de pessoas. Desde 2008, ajuda organizações públicas e privadas a aumentar produtividade, acelerar a transformação digital, fortalecer a governança e executar projetos que geram resultados. Com atuação nacional, conecta estratégia, inovação e execução para transformar desafios em resultados extraordinários.