Jay Clayton permanecerá como diretor de Inteligência Nacional e comandará a Super Intelligence Force, grupo que terá 120 dias para apresentar recomendações sobre riscos, oportunidades e atuação federal em inteligência artificial.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em 4 de outubro de 2026 que o diretor de Inteligência Nacional, Jay Clayton, liderará a Super Intelligence Force, nova força-tarefa federal dedicada à inteligência artificial. Clayton continuará à frente da Inteligência Nacional enquanto coordenará o grupo.
Segundo a publicação de Trump na Truth Social, a força deverá articular a atuação do governo federal para manter a liderança dos Estados Unidos em “superinteligência”. O presidente afirmou que o grupo dialogará com consumidores, organizações de interesse público e religiosas, provedores de infraestrutura crítica e empresas do setor.
A força-tarefa terá 120 dias para entregar um relatório que avalie riscos e oportunidades ligados à IA e recomende como o governo federal deve atuar na tecnologia. A Reuters, que citou informações do Wall Street Journal, informou que o documento também deverá examinar os mecanismos de comunicação de violações, invasões e outros incidentes, além de sugerir formas de reforçar a resposta federal com as autoridades já existentes.
A composição divulgada inclui Andrew Ferguson, presidente da Comissão Federal de Comércio dos EUA, Emil Michael, subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia, e Scott Kupor, diretor do Escritório de Gestão de Pessoal, como vice-presidentes. A presença de representantes desses órgãos coloca defesa, cibersegurança, infraestrutura crítica e relações de consumo entre os temas do grupo.
Clayton assumiu a direção de Inteligência Nacional em agosto, depois de ser confirmado pelo Senado em julho. Antes disso, presidiu a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, a SEC, e atuou como procurador federal no Distrito Sul de Nova York.
Relatório deverá orientar os próximos passos
O anúncio não apresentou uma nova lei, uma agência independente nem regras específicas para desenvolvedores de IA. O relatório previsto para os próximos quatro meses será o próximo marco para saber se o grupo recomendará ações administrativas dentro das competências atuais do Executivo ou uma proposta legislativa ao Congresso.
A estrutura se soma a iniciativas recentes da Casa Branca sobre IA. Em dezembro de 2025, Trump assinou uma ordem executiva em defesa de um marco federal para a tecnologia, com medidas contra leis estaduais consideradas incompatíveis com a política do governo e recomendação de legislação nacional.
Em junho de 2026, outra ordem executiva sobre inovação e segurança em IA criou um modelo voluntário de colaboração entre governo e desenvolvedores de modelos avançados. O texto afirma que não autoriza licenciamento, autorização prévia ou permissão obrigatória para criar, publicar, lançar ou distribuir esses sistemas.
O governo passou a usar “superinteligência” como expressão oficial em parte de suas comunicações sobre IA. As recomendações da Super Intelligence Force devem indicar quais medidas a administração pretende priorizar na política federal para a tecnologia.