Um programador brasileiro desenvolveu uma ferramenta que integra bases de dados públicas para mapear conexões financeiras de agentes públicos, identificando padrões de risco em transferências e contratos. Outras iniciativas recentes destacam o uso de tecnologia na fiscalização e no empreendedorismo, como análises econômicas globais e transições de carreira no setor de alimentos. Esses projetos exploram dados abertos e automação para ampliar a transparência e a eficiência.
Ferramenta de Fiscalização com Dados Públicos
Bruno César, integrante do movimento br/acc ligado ao accelerationism, criou um sistema que cruza informações de bases oficiais usando o CPF de políticos e servidores. A ferramenta organiza dados dispersos sobre transferências federais, contratos administrativos e vínculos empresariais, operando com fontes como Portal da Transparência, Tribunal de Contas da União e Receita Federal. Uma demonstração pública foi exibida na rede social X, com interface baseada em grafos que mostram relações entre pessoas jurídicas, físicas e fluxos de recursos.
Então, aparentemente se você conectar todas as bases de dados abertas do Brasil, da para detectar corrupção com base no CPF de políticos
Construí um negócio e não sei o que fazer com isso, não tô querendo ir de vala pic.twitter.com/606NFsxPtK
— Bruno César – br/acc (@brunoclz) February 21, 2026
A plataforma integra mais de 70 bases de dados abertas de órgãos como IBGE, SUS, TSE, Banco Central, IBAMA e Juntas Comerciais. Ela utiliza inteligência artificial para comparar preços pagos com valores de mercado, destacando possíveis movimentações superfaturadas ou fora do padrão. Entre os casos identificados estão repasses de emendas parlamentares a municípios com contratos em mãos de empresas associadas a familiares de congressistas, além de inconsistências como funcionários fantasmas e irregularidades em cadastros de instituições de ensino.
🚨 Vagas abertas para o nosso grupo de ofertas que vai te fazer economizar MUITO!
O modelo estatístico adota pontuações percentuais de risco, método de compliance, evitando termos como corrupção ou suspeita para prevenir questionamentos jurídicos. Os achados somam dezenas de milhões de reais em exposições de risco elevado. O projeto se inspira no effective accelerationism, que aplica tecnologia a gargalos institucionais, e dialoga com políticas de transparência ampliadas pela Lei de Acesso à Informação de 2011.
Integração e Limitações na Análise de Dados
Embora as bases sejam públicas, a fragmentação tradicional entre sistemas limita análises amplas, segundo especialistas. A consolidação automatizada em redes amplia a identificação de padrões, fiscalizando contas públicas de forma mais rápida que processos manuais. A demonstração viralizou no final de semana, gerando uma comunidade no X para avançar o projeto.
Bruno César planeja submeter o código a revisão jurídica antes de liberá-lo como open source, priorizando acesso para jornalistas investigativos, organizações da sociedade civil e órgãos de controle. Ele mencionou adaptações para evitar problemas legais e brincou sobre amar a própria vida, indicando consciência dos riscos envolvidos.





































