A companhia chinesa Zhipu AI lançou seu modelo de inteligência artificial GLM-5 nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, integrando-se a uma série de anúncios de rivais domésticos que divulgam versões mais avançadas da tecnologia antes do festival do Ano Novo Lunar. O modelo open-source destaca-se por capacidades aprimoradas de codificação e execução de tarefas de agente de longa duração, aproximando-se do Claude Opus 4.5 da Anthropic em testes de benchmark de programação e superando o Gemini 3 Pro do Google em alguns indicadores, conforme comunicado da empresa. Essa iniciativa ocorre em meio ao aquecimento da competição no setor de IA na China, impulsionada por esforços de auto-suficiência em chips domésticos.

Recursos e Desenvolvimento do GLM-5
O GLM-5 foi desenvolvido utilizando chips fabricados no país para inferência, incluindo o Ascend da Huawei e produtos de empresas como Moore Threads, Cambricon e Kunlunxin. A empresa posiciona o modelo como dotado de fortes capacidades de programação e execução de tarefas em múltiplas etapas, otimizado para integração com agentes de IA como o OpenClaw. Esse lançamento segue atualizações anteriores, como a versão 4.7 no mês passado e a 4.6 em setembro.
Pequim incentiva o uso de chips chineses menos avançados para treinamento e inferência em modelos de IA de ponta, demonstrando progresso na auto-suficiência tecnológica em meio a restrições de exportação de semicondutores impostas pelos Estados Unidos. Empresas chinesas de tecnologia têm liberado uma série de novos modelos para aproveitar o boom da IA no país e reduzir a distância em relação aos concorrentes norte-americanos.
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Concorrência no Setor de IA Chinês
Na semana passada, a ByteDance divulgou o Seedance 2.0, um modelo de geração de vídeo que atraiu atenção nas redes sociais pela criação de imagens e vídeos sofisticados. Isso seguiu o lançamento do Kling 3.0 pela rival Kuaishou, dias antes. Na quarta-feira à noite, a MiniMax, outra competidora, liberou seu modelo open-source M2.5 em seu site para agentes no exterior.
A Zhipu integra o grupo de startups chinesas conhecidas como “tigres da IA”, que disputam com os Estados Unidos a liderança no desenvolvimento dessa tecnologia de fronteira. A companhia enfrenta sanções dos EUA, o que reforça o foco em soluções domésticas.
Posição de Mercado e Desempenho Financeiro
A Zhipu abriu capital na Bolsa de Valores de Hong Kong no mês passado, ao lado da MiniMax, com ambas as ações registrando alta expressiva devido a apostas dos investidores no benefício das empresas com o boom da IA na China. A maior parte da receita da Zhipu provém do mercado interno chinês. O presidente-executivo, Zhang Peng, afirmou em entrevista à Reuters em setembro que a receita no exterior começa a ganhar tração, embora a empresa ainda não compita diretamente com modelos norte-americanos em número de assinaturas de usuários.





































