A abertura do Metaverso: entenda a nova prioridade das bigtechs

 A abertura do Metaverso: entenda a nova prioridade das bigtechs

(Imagem: rawpixel.com )

A evolução tecnológica caminha a passos largos rumo a uma nova revolução.  O metaverso promete mudar completamente a maneira que interagimos e convivemos na internet. Tivemos a experiência de ter nossas relações offline extremamente reduzidas em 2020. Tudo o que tínhamos eram mensagens e chamadas de vídeo. 

Mas, e se existisse um espaço coletivo e compartilhado associado a tecnologia que fosse capaz de recriar uma experiência física dentro de um ambiente digital? Seria interessante, certo?! Pois assim podemos definir o metaverso, em poucas palavras a ideia consiste em aprimorar a experiência do usuário. 

Mas como algo dessa magnitude surge? Permitir que iniciativas que estão no mundo físico se propaguem para ambiente digital não acontece do dia para a noite.

O inicio do Metaverso

Apesar da busca pela “nova internet” ser algo recente, o termo nasceu de um romance, com temática cyberpunk, escrito em 1992 por Neal Stephenson de título Snow Crash.

Na obra o autor aborda o metaverso como um sucessor evoluído da internet, com existência de maiores possibilidades de interação e avatares com diversas ações. 

Podemos visualizar a utilização do termo também em filmes, como Jogador N° 1, dirigido por Steven Spielberg e a clássica trilogia, Matrix. 

Mas, se você busca um exemplo claro de metaverso, basta você buscar por Second Life, um ambiente virtual lançado em junho de 2003 onde a ideia era simular a vida social dos seres humanos por meio da interação entre avatares.

No Brasil o jogo – como era conhecido na época – se popularizou em 2004.  O auge mundial aconteceu em 2006 e de lá para cá foi apenas perda de popularidade. A plataforma ainda existe, mas podemos dizer que ela esteve à frente de seu tempo e não conseguiu manter-se relevante.  

Hoje as coisas estão bem diferentes, não para o Second Life em si, mas graças a ideia junto a  tecnologia de hoje – evolução da computação especial – temos bons elementos para criar o metaverso. 

Como funciona o metaverso?

Já citamos por aqui como nossas relações offline foram reduzidas em 2020. Muitas pessoas se viram obrigadas a trabalhar de casa, sem ao menos saber como funciona o processo. 

O que temos hoje em relação a “encontros” na internet é algo binário – ou você está online ou não está. Em uma reunião você entra na sala, conversa o necessário e depois volta para “solidão”. 

(Imagem: rawpixel.com)

Agora imagine se o universo do seu escritório pudesse ser recriado online? Sair de uma reunião e fazer exatamente o que estava acostumado? Ir tomar um café e discutir sobre o filme que viu na noite anterior? Experimentar andar pelos corredores para encontrar alguém que precisa. 

No metaverso isso é possível! Com o uso de tecnologias de realidade virtual e aumentada, blockchain, internet – principalmente a 5G – e APIs (Application Programming Interface) empresas poderão criar um ambiente offline na internet.

A intenção é disponibilizar uma experiência cada vez mais próxima das relações humanas.

É claro que muitas perguntas surgem, como, por exemplo, o porque fazer isso, se simplesmente podemos ir ao escritório de fato, já que a pandemia não irá durar para sempre.

É claro que nada substituirá as relações que temos, isso é algo tão natural e de uma complexidade tão grande que uma máquina não pode simular. Mas, toda a questão do Metaverso poderá facilitar coisas que nem podemos imaginar. 

A não necessidade de estar em um lugar e mesmo assim ter a experiência do mesmo é algo incrível. Por que abrir mão da sua vida aqui no Brasil para trabalhar em um escritório nos EUA se você pode fazer de casa?

O metaverso atualmente

Falar de metaverso é algo que pode soar muito etéreo, tem muito a ser feito. Mas, isso não significa que exista apenas teorias sobre o assunto.

Como falamos anteriormente, o Second Life é o exemplo perfeito sobre metaverso. A ideia nasceu em 1999 e seu lançamento aconteceu em 2003. Em todo esse tempo novas propostas aconteceram e hoje nós temos diversos exemplos da construção do metaverso. 

O Facebook, tem trabalhado forte no assunto, O termo deixou Mark Zuckerberg tão vidrado que foi um dos responsáveis pela mudança de nome da empresa. Apesar do aplicativo continuar como Facebook, Mark quer expandir a Meta – novo nome da empresa – para novos horizontes, mais precisamente o metaverso. 

Mark Zuckerberg apresenta Meta, novo nome do Facebook. (Imagem: Facebook | Divulgação)

Existem rumores que a Apple também tem trabalhado em acessórios buscando a expansão das suas experiências de marca. É algo mais sigiloso, mas seria óculos de realidade mista feitos pela marca da maçã.

Já a Louis Vuitton tem trabalhado junto com o jogo mundialmente famoso League of Legends. No campeonato mundial a empresa francesa desenvolveu o monograma do baú que trará o troféu ao campeão. Em 2019 ambas trabalharam juntas em novas skins baseadas em roupas da LV. 

Para fechar trouxemos a Epic Games. Tendo como principal produto o Fortnite. E sendo uma das empresas-chefe da nova internet. 

O jogo conta com alguns números impressionantes, principalmente em suas demonstrações de metaverso. São mais de 350 milhões de usuários registrados na plataforma, sendo 3,5 bilhões de horas de jogo que formam uma comunidade incrível. 

Antes de continuarmos, é válido lembrar que fizemos uma menção de shows no metaverso. No mundo real a maior apresentação de todos os tempos aconteceu em Copacabana no ano de 1994 em um show de Rod Stewart que reuniu 3,5 milhões de pessoas. 

Já no metaverso de Fortnite a apresentação do rapper Travis Scott atraiu mais de 12,3 milhões de pessoas. Direto de suas casas os jogadores puderam acompanhar um show mágico, totalmente diferente de uma apresentação convencional.

Como sair dos jogos e implantar em outros meios?

Existem duas grandes dificuldades para implementação do metaverso atualmente. A primeira é a falta de programadores que entendam profundamente sobre o assunto. A segunda dificuldade está conectada às tecnologias.

Apesar de caminharmos a passos largos rumo ao futuro, as tecnologias que temos ainda deixam a desejar em relação à construção do metaverso. Especialistas acreditam que até mesmo novas linguagens de programação irão surgir para tal feito e que também o 5G será fundamental para dar início a nova internet. 

Outra questão que devemos nos preocupar é em relação à estrutura social. Implementar a nova internet requer garantia de que isso irá chegar a todos, mas fica mais do que claro que existe a necessidade de dinheiro para ter acesso a mais tecnologia. 

A verdade é que o metaverso ainda não é uma realidade, é algo que não sabemos se de fato irá acontecer. Falar em ser a “próxima internet” é um fardo muito grande e ainda irá demorar um tempo para que tudo seja colocado nos trilhos. 

 

Flávio Carneiro

Engenheiro de Computação apaixonado por Tecnologia e Rapadura desde criança, uniu os dois e criou o Rapadura Tech para fomentar o ecossistema de empreendedorismo e tecnologia. Atualmente lidera um time de desenvolvimento e marketing no Insight Lab. É usuário ativo do Telegram e entusiasta de Inovações e Marketing Digital.

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