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Afinal, é possível investir em Startups de maneira segura no Brasil?

A oportunidade de se tornar sócio de pequenas empresas, mas promissoras. Isso te atrai? É disso que vamos falar neste texto; sobre como investir em startups no Brasil. A ideia é aproximar quem investe em ações ou fundos a navegarem por esse mais recente universo: novas empresas de tecnologia.

O que diz a Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

O marco que deu início oficial a esse tipo de investimento surgiu com a CVM, quando publicou, no dia 13 de julho de 2017, a Instrução CVM 588 para Crowdfunding de Investimentos. Entretanto, vale ressaltar que, como em todo o processo histórico, primeiro surge a demanda e depois a necessidade de formalizá-la. Assim também foi com os investimentos em startups.

O que essa norma regulamenta na prática são ofertas públicas de valores mobiliários para todas as empresas com faturamento anual de até R$ 10 milhões, ou seja, investimentos coletivos em empresas em expansão. Com isso, surge a construção de um mercado escalável e mais seguro.

Lembrando que, como em todo o modelo de investimento, há riscos, já que envolve empresas em fase inicial que precisam de recursos para expandir as operações. 

Por isso, o perfil dos investidores nessa situação é mais “sofisticado”. Apesar disso, com a regulamentação, o investimento ficou mais democratizado.

Mas o que significa Crowdfunding nesse contexto? É quando um grande número de pessoas injetam pequenos valores para viabilizar algo maior. Lembra das “vaquinhas” para arrecadar quantias geralmente como doações? Trata-se do mesmo “princípio”.

A formalização da instrução CVM 588 trouxe também algumas normas em relação aos investidores. Uma delas é que há limites de investimento: há um teto de quanto cada tipo de investidor pode aplicar. Por exemplo: quem tem o valor do maior entre seus investimentos financeiros somado a renda bruta anual de até R$ 100 mil, tem o limite de investir R$ 10 mil por ano. Já quem tem esse valor entre R$ 100 mil e R$ 1 milhão, pode investir até 10% do valor por ano. Já quem tem mais de R$ 1 milhão, o céu é o limite (isso quer dizer que não há limites).

Como investir

Ficou com vontade de conhecer mais? Então pega a dica: há algumas plataformas de Crowdfunding de Investimentos do Brasil.  Mas, para os interessados, a Associação Brasileira de Crowdfunding de Investimento (CROWDINVEST) recomenda que, ao decidirem sobre as plataformas, avaliem previamente se essas empresas participam do mercado de distribuição de valores mobiliários e se submetem às regras da CVM.

Alguns exemplos de fintechs desenvolvidas com esse propósito são:

Todas elas são responsáveis por coletar quais são as startups e todos os seus dados, elaborando assim um catálogo aos interessados.

Depois de escolher a plataforma, você define qual a empresa em expansão em que vai apostar. Depois você escolhe uma oferta em captação, tudo pode ser feito online. Muitas startups optam por um modelo mútuo conversível, quando você tem sua posição revertida em ações da empresa, isso num prazo a depender de cada modelo.

O fato é que mesmo que você invista em uma empresa que venha a ter sucesso, os retornos não serão em curto prazo. Por isso, pense sempre num investimento com espaço de tempo. Algumas plataformas aconselham a escolher diferentes empresas, para diversificar o risco financeiro.

E calma que, apesar de existirem startups que vão à falência, outras são bem-sucedidas, por exemplo: quando o objetivo é alcançado ao serem adquiridas por outras empresas ou ao abrirem seu capital. 

Então, primeiro defina qual plataforma vai utilizar, para depois escolher em quais empresas vai investir. Essa mesma plataforma deve te ajudar na questão do acompanhamento do seu investimento.

Hayanne Narlla

Escrito por Hayanne Narlla

Jornalista cearense. Amante do sol e do mar, cultiva o hábito de escrever sobre a vida nos detalhes mais rotineiros. Movida por novos desafios e curiosa desde a infância, gosta de aprender sobre inovações e empreendedorismo. Nas horas livres, reflete e teoriza sobre o universo da música e do cinema. Acredita que é preciso ser útil e deixar rasto.