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Fim da era textão? Aplicativos focados em áudios tem crescimento acelerado

(Imagem: Josh Rose/Unsplash

2020 virou o ano do áudio. A pandemia acelerou o processo de crescimento do mercado dos aplicativos focados nessa opção

Quem nunca minimizou a aba do Youtube que atire a primeira pedra. Se até o reizinho dos vídeos oferta uma versão paga com essa opção para smartphones, quem irá contra a ideia de que chegou a era dos áudios?

Não precisamos listar os vários aplicativos de áudio, tanto de música, quanto de podcasts. A verdade é que escutar uma “live” pelo fone de ouvido enquanto cozinha uma receita difícil é bem mais cômodo do que colocar a tela do tablet pra rolar aquele filme enquanto faz a mesma coisa. 

Digamos que a pandemia acelerou esse processo: 2020 virou o ano do áudio. O jornal O Globo publicou alguns dados sobre tal mercado em dezembro de 2020. “Segundo o Spotify (que já reúne mais de 1,9 milhões de podcasts), o número de novos programas adicionados à plataforma até setembro deste ano era 240% maior do que o registrado em 2019. Por sua vez, a Anchor (plataforma de criação de podcasts da empresa) viu a produção aumentar 380%”.

Foi também em 2020 que surgiu o mais novo queridinho para os que amam network e tido inclusive como “elitizado”: o Clubhouse. Ele trouxe novamente as conversas instantâneas por áudios. Lá tudo acontece ao vivo, nada de escutar depois.

 

A voz

Mas o que de tão atraente traz essa nova modalidade? Um dos atributos seria o uso da voz. Dar voz a alguém é muito importante e poderoso. Por si só, a voz é um dom pessoal e intransferível, o que faz alguém sair do anonimato. 

Outro atributo seria a flexibilidade. Como dito antes, você não precisa estar concentrado 100% nessa atividade. Posso realizar outras tarefas enquanto escuto alguma discussão.Mas há quem diga que ser multitarefa é uma roubada, como Gary Keller defende em seu livro “A Única Coisa”. Mas essa já é uma outra discussão para outro texto.

Por fim, uma característica positiva que o Clubhouse propõe, por exemplo, é relembrar para que o telefone foi criado: para conversar ali, naquele momento e depois desligar. Tudo acontece naquele momento e depois some. É uma questão até nostálgica.

Mas o Clubhouse ganhou popularidade mesmo quando o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, apareceu na plataforma no início de fevereiro deste ano para falar da tecnologia do futuro. Outro que também já havia aparecido em janeiro, Elon Musk, diretor executivo da SpaceX e Tesla, também deu as caras para falar do frenesi comercial da GameStop.

 

Mas o que é Clubhouse?

O Clubhouse é uma rede social só de áudios, disponível (por enquanto?) apenas para iPhone. Para acessar o Clubhouse, é necessário receber um convite de um contato que já usa a rede social. Vale ressaltar que o número de convites é limitado.

O App não permite envio de foto ou mensagens de texto. É tudo realmente por áudio, funcionando por meio de clubes e salas em grupo com chats sempre ao vivo. As salas possuem os “speakers”, usuários que podem falar durante a conferência, e os “listeners”, que são os ouvintes da conversa.

Quer saber mais sobre o Clubhouse? Fizemos uma matéria sobre os gatilhos que ele desenvolve.

Então, diante desse cenário, será que podemos ter saído da era “textão”?

Hayanne Narlla

Escrito por Hayanne Narlla

Jornalista cearense. Amante do sol e do mar, cultiva o hábito de escrever sobre a vida nos detalhes mais rotineiros. Movida por novos desafios e curiosa desde a infância, gosta de aprender sobre inovações e empreendedorismo. Nas horas livres, reflete e teoriza sobre o universo da música e do cinema. Acredita que é preciso ser útil e deixar rasto.