Web 3.0: O que é e como ela pode transformar a internet

 Web 3.0: O que é e como ela pode transformar a internet

(Thiago Pontes | Ilustração)

A Web 3.0 é o que podemos chamar de nova geração da internet, uma verdadeira evolução. Desde seu boom, a internet vem se adaptando às novas tecnologias, começou na Web 1.0 entre 1990 e início dos anos 2000. Profissionais da tecnologia acreditam que não há mais espaço para a Web 2.0 – iniciada a partir de 2004.

Uma internet muito mais inteligente, essa é a necessidade dos tempos atuais, seguir uma evolução constante. A intenção é alcançar a “web semântica” ou, em outras palavras, uma internet eficiente e que ofereça ao usuário maior controle sobre seus dados.  

Conheça a grande revolução da internet

Conforme dito, a Web 3.0 – ou Web3 se assim preferir – é a nova fase do que é conhecido digitalmente. 

A ideia é trazer novos conceitos e experiências para os usuários. É possível ver a movimentação das big techs em alcançar ambos os objetivos. A Meta – antigo Facebook – mudou de nome e tem trabalhado intensamente no muito falado metaverso. A cada ano que passa, a Tesla apresenta carros ainda mais inteligentes. Até mesmo as casas precisam estar mais conectadas. 

Mas então quais são os novos conceitos que a Web3 irá trazer?

Descentralização

Um conceito bastante falado no mundo cripto, a descentralização será um valor fundamental “nova internet”. Não é à toa que esse novo momento será baseado na tecnologia blockchain. 

A intenção é a construção de uma rede mais equitativa, buscando reduzir o poder dos conhecidos “gigantes da internet”. 

Assim, enormes bancos de dados como do Facebook e do Google seriam gravemente afetados, uma vez que estas empresas estariam impedidas de gerar receita  por meio do controle de dados dos usuários. 

Assim como na moda, a internet espera voltar aos primórdios. “Em seu início, a internet foi um protocolo aberto e descentralizado”, de acordo com Úrsula O’Kuinghttons – diretora de Comunicação da Parity Technologies. “Ela começou a se centralizar nos anos 1990, com as grandes empresas de tecnologias que conhecemos hoje em dia. O que se deseja com a Web3 é voltar à essência, ao início do que foi a internet: que ninguém controle em grande proporção essa ferramenta de comunicação tão presente no nosso dia a dia” complementa.

Rápida, segura e aberta

Grandes profissionais, que trabalham no desenvolvimento da Web 3.0, tem como foco a busca pela autonomia do usuário. Tanto que Colin Evran – dirigente dos ecossistemas de Filecoin e IPFS, ambos protocolos criados pelo Protocol Labs, empresa de tecnologia blockchain – diz que “Grande parte do meu trabalho consiste em acelerar a transição da Web2 para a Web3”, “Nosso objetivo é atualizar a Web para torná-la mais rápida, mais segura, mais resistente aos ataques e mais aberta” complementa.  

Para entender melhor é preciso visitar o passado, entender que a internet foi criada para transferência de informação, mas que em 1990 com a criação da World Wide Web (o famoso WWW) chegou ao grande público e desde então só cresce. 

Algo tão repentino e novo tende a ser um mar de oportunidades, tanto boas quanto ruins. 

Ainda segundo Evran, a Web3 será ainda melhor. “O desenvolvimento da Web3 agrega os avanços já conquistados e estabelece a confiança, porque as liberdades civis estarão integradas em sua estrutura subjacente.” 

O dirigente também faz duras críticas à centralização permitida pela Web2. “Alguns provedores de serviços de armazenamento na nuvem, bancos e grandes governos acumulam todo o poder e podem controlar e manipular os dados à vontade para ganhar dinheiro e satisfazer seus interesses.”, afirma. “Não podemos confiar que esses organismos não estejam manipulando nossos dados”.

Inteligência Artificial e Machine Learning

Tanto Inteligência Artificial quanto Machine Learning estarão presentes em todos os cantos possíveis da Web3. Afinal, considera-se que ambas tecnologias são primordiais para o avanço da humanidade. 

A evolução da Inteligência Artificial fará os computadores serem capazes de compreender informações complexas, semelhante ao cérebro. E o machine learning cuidará dos dados buscando imitar o aprendizado humano. 

Assim será possível produzir novos avanços de forma rápida e relevante, nas mais diversas áreas. 

Web 3.0 chega amanhã?

Claramente os conceitos da Web3 são disruptivos, revolucionários e trazem ânimo para quem busca uma internet mais livre, descentralizada. Porém, evoluções e, principalmente, revoluções, não são feitas do dia para noite. O paradigma da Web3 já fez surgir alguns projetos, citando de forma breve podemos colocar Radicle, Gitcoin, Uniswap, Super Rare e Audius – é possível observar aplicações desses projetos no artigo What is Web3? The Decentralized Internet of the Future Explained. Através deles é possível notar a presença da Web3 mesmo utilizando a Web2.  

Apesar do projeto ambicioso, alguns dos principais nomes da tecnologia não acreditam em uma revolução digital. Elon Musk, criador e CEO da Tesla e SpaceX, chegou a twittar ironicamente. “Alguém viu a Web3?? Não consigo achar”.

Outro que não tem uma crença muito forte na nova internet é Jack Dorsey, cofundador e ex-CEO do Twitter. Dorsey disse que a Web3 “é uma entidade centralizada mas com uma etiqueta diferente”.

O esforço é global e diversos desenvolvedores têm trabalhado buscando uma nova era para a internet. Porém, não será uma mudança fácil, mesmo que seja urgente uma internet equitativa. O avanço vem acontecendo, basta ver como 2021 foi o ano das NFTs e dos metaversos. 

Será que o ano de 2022 será ainda melhor para essa nova revolução? 

Rapadura News

Cadastre-se e receba, todas às sextas, um resumo do que foi destaque na semana sobre Tecnologia, Empreendedorismo e Negócios.

Redação

Posts relacionados

Newsletter

Rapadura Tech

Cadastre-se e receba, todas às sextas, um resumo do que foi destaque na semana sobre Tecnologia, Empreendedorismo e Negócios.