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NFT: Selo de autenticidade digital aquece mercado e reúne itens aleatórios

Recentemente, o fundador da BitcoinTrade, Daniel Coquieri, desenvolveu uma plataforma de security tokens. Daniel é conhecido no setor de criptoativos e blockchain do Brasil.

A previsão da inauguração da plataforma é para o final do mês de abril. O que ele pretende é transformar ativos reais em tokens em blockchain; e isso deve abranger de dívidas à jogadores de futebol. Ou seja, ele quer “tokenizar tudo”. Mas o que isso significa?

 

O que é NFT?

Significa transformar o objeto, trabalho ou título (físico ou digital) em algo único: NFT – “non fungible token”  (token não fungível). Trata-se de um selo digital associado a um item com garantia de sua autenticidade.

E essa modalidade aqueceu o mercado e tem rendido muito $ para quem aposta. Para se ter uma noção, neste mês de março, uma obra de arte digital foi vendida pela por US$ 69,3 milhões em um leilão online: a obra “Everydays – The First 5000 Days”, de autoria do designer Beeple, recebia o selo NFT.

Para ficar mais claro, a Ethereum.org (plataforma onde o NFT é operado) deu explicações sobre o NFT, que pode gerar estranheza em algumas pessoas. Normal. O NFT é uma forma de representar qualquer coisa única; está dando mais poder aos criadores de conteúdo do que nunca; é desenvolvido por contratos inteligentes no blockchain.

Para resumir: NFTs são tokens gerados a partir de uma blockchain e servem para dar a um item específico uma espécie de identidade única, como um selo oficial de item raro. E para ser NFT não precisa ser algo raro, pode ser qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo: de meme ou vídeo cortado de algum jogo de futebol à obras de arte moderna. 

E poder ter muita coisa aleatória também. Elon Musk, CEO da Tesla, anunciou que iria vender uma música que ele produziu sobre NFTs como um NFT. (https://olhardigital.com.br/2021/03/16/internet-e-redes-sociais/elon-musk-produz-e-vende-musica-sobre-tokens-nft/) Depois ele acabou desistindo da ideia.

 

O blockchain

E agora, o que é blockchain? É mais fácil de assimilar: é uma espécie de grande livro contábil que permite rastrear o envio e recebimento de informações na internet, como transações. O termo surgiu de um “encontro” entre o universo da tecnologia e o da finanças. Esse é o sistema que permite as transações das criptomoedas, mas não se restringe a somente isso.

A expressão foi utilizada pela primeira vez em 2008 no artigo acadêmico Bitcoin: um sistema financeiro eletrônico peer-to-peer (https://bitcoin.org/bitcoin.pdf). Daí, o blockchain é definido como “uma rede que marca o tempo das transações, colocando-as em uma cadeia contínua no ‘hash’, formando um registro que não pode ser alterado sem refazer todo o trabalho”.

E qual a utilidade? Por meio do sistema, as empresas / pessoas/ governos podem realizar pagamentos internacionais de forma mais rápida e eficiente; garantir seguro para carros autônomos (os donos e fabricantes de carro teriam os seus dados agrupados em blocos confiáveis e seguros, além de informações sobre seguro); montar um processo de votação digital para eleições; controle maior do universo de jogos digitais; e até compartilhar energia sustentável.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela revista Exame (https://exame.com/tecnologia/blockchain-entenda-o-que-e-e-quais-sao-as-principais-aplicacoes/), os segmentos que mais serão impactados pelo blockchain serão o setor público, o mercado financeiro e o varejo. Os que sofrerão menos mudanças serão os setores da saúde, de indústrias e o de mineração. 

Será? Façam suas apostas.

Hayanne Narlla

Escrito por Hayanne Narlla

Jornalista cearense. Amante do sol e do mar, cultiva o hábito de escrever sobre a vida nos detalhes mais rotineiros. Movida por novos desafios e curiosa desde a infância, gosta de aprender sobre inovações e empreendedorismo. Nas horas livres, reflete e teoriza sobre o universo da música e do cinema. Acredita que é preciso ser útil e deixar rasto.